Entrevistas

R.A.M.P. XXV – Ontem, Hoje e Amanhã

(4 de Novembro de 2013)

rampxxv
1988 – 2013… Bodas de Prata para aquela que é das mais antigas e mais acarinhadas bandas de metal em Portugal: R.A.M.P.
Uma banda que viveu e venceu… e que hoje sobrevive a uma indústria em crise, tal como o País que os viu nascer!
Em conversa com o Rui Duarte, vocalista da banda, falámos do passado, do presente e do futuro dos R.A.M.P.
SFTD – Os RAMP nasceram em 1988. Passaram já 25 anos… além de algumas caras diferentes, qual é a diferença dos RAMP de hoje e os do passado?
R.D. Os RAMP são hoje em dia um colectivo do qual fazem parte, não só os elementos que o compõem (desde a sua origem), mas um grupo enorme de pessoas que ao longo destes 25 anos se conheceu, riu, chorou e partilhou parte da sua vida em torno de uma banda sonora e de um sonho.
SFTD – Entretanto saiu o Sapo e entrou o Caveirinha, que depois foi substituído pelo Sales… além disso o Tózé saiu também e entrou o Tó Pica… o que trouxeram de novo à banda?
ruid
R.D.Em primeiro lugar cada pessoa que passa pelos RAMP tem de respeitar o legado, honrar o presente e provar o futuro. No entanto, e tendo em conta que todas as pessoas têm algo de único, é com os seus defeitos e virtudes que definimos a singularidade que nos impulsiona e nos faz ver as coisas com uma perspectiva diferente.
SFTD – Sabemos que estão prestes a lançar um Best Of comemorativo destes anos todos de carreira. Explica-nos em que consiste esse álbum? Vai ter alguma surpresa?
R.D. Este álbum vai ser composto por dois CD’s. No primeiro existe uma escolha de 18 temas originais de RAMP de toda a sua discografia. Inicialmente pensámos em regravar todo o material, mas, achámos por bem manter a história intacta e “pura” fazendo apenas a remasterização.
No segundo existem 6 versões acústicas de temas de RAMP (novas gravações) + 6 versões de temas dos anos 80 (novas gravações) + 3 versões que os RAMP já tinham editado no passado.
SFTD – Os fãs de RAMP podem, neste âmbito, esperar também uma tour comemorativa, além destas primeiras datas de apresentação?
R.D. Nunca fizemos promessas de algo que não estivesse confirmado, neste momento o que temos em vista, é para já, os showcases alusivos ao “ XXV”.
SFTD – A banda tem vindo a demorar algum tempo entre lançamentos de álbuns. O que é que podemos esperar de vocês, depois deste Best Of… já têm material novo?
R.D. É uma realidade, os RAMP sempre demoraram muito tempo entre edições. As vicissitudes das vidas pessoais tem resultado num obstáculo em termos temporais que dificulta sempre o processo criativo. Existem coisas novas, mas só o futuro dirá o quando chegarão à “luz do dia”.
SFTD – Obrigada por nos teres dispensado este tempo. Desejamos aos RAMP tudo de bom. Mas antes de irmos pedia-te para deixares uma mensagem aos seguidores da Songs For The Deaf Radio:
R.D. Apoiem, divulguem, unam-se, sejam simples e procurem aquilo que de melhor existe na vida: música, amizade e claro “a felicidade”.
promoxxv
Créditos: SFTD – Joana Marçal Carriço; Nuno Santos; António Gaspar

R.A.M.P. XXV @ Curto-Circuito SIC Radical

(12 de Dezembro de 2013)